Trump afirma que não descarta guerra com a Venezuela em nova declaração
Na última sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível conflito armado com a Venezuela chamaram a atenção para a crescente tensão entre Washington e o governo de Nicolás Maduro. Essa tensão ocorre em um contexto de operações militares no Caribe, bloqueios de petroleiros e intensas disputas em torno do petróleo venezuelano.
Trump descarta ou não uma guerra com a Venezuela?
A frase “Trump não descarta guerra com a Venezuela” captura o tom utilizado pelo presidente durante uma entrevista à NBC News. Ao ser questionado sobre a possibilidade de um conflito, Trump afirmou que não exclui essa possibilidade, ligando essa afirmação ao aumento das operações de apreensão de petroleiros nas proximidades das águas venezuelanas. Em dias anteriores à entrevista, Trump havia ordenado um bloqueio de todos os navios sancionados que entram ou saem da Venezuela.
A reação de Caracas foi de indignação, classificando a ameaça como uma “grotesca” violação da soberania nacional. Enquanto isso, autoridades norte-americanas argumentam que as medidas visam combater o narcotráfico e pressionar o governo de Maduro a mudar suas políticas.
Como o bloqueio de petroleiros amplia o risco de conflito?
O bloqueio de petroleiros associados à indústria petrolífera venezuelana é uma estratégia de estrangulamento econômico que afeta diretamente a principal fonte de receita do país. A apreensão recente de um navio próximo à costa venezuelana foi caracterizada pelo governo Maduro como um “roubo descarado” e um “ato de pirataria internacional”, o que intensificou o clima de hostilidade entre os dois países.
Além disso, Washington tem reforçado sua presença militar na região do Caribe e no Pacífico, o que aumenta o potencial de incidentes não planejados entre navios e aeronaves. Especialistas em direito internacional alertam que qualquer confronto em alto-mar pode ser um gatilho para uma escalada militar mais ampla entre os Estados Unidos e a Venezuela, gerando preocupações sobre um possível conflito armado.
Quais são as principais ações militares e navais dos EUA na região?
As operações norte-americanas na região são oficialmente apresentadas como parte do combate ao narcotráfico, mas também são vistas como uma ferramenta de pressão política sobre Caracas. As principais frentes de atuação militar dos EUA incluem:
- Envio de aeronaves e veículos militares para o Caribe com foco em vigilância e interceptação.
- Deslocamento de milhares de soldados para bases estratégicas próximas à Venezuela.
- Emprego de um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas dos EUA.
- Ações de interceptação e embarque de barcos suspeitos de transportar drogas ou violar sanções.
Qual é o objetivo de Trump em relação a Nicolás Maduro?
Durante a mesma entrevista, Trump evitou afirmar explicitamente que a remoção de Nicolás Maduro é o objetivo final das ações de Washington, limitando-se a dizer que o líder venezuelano “sabe exatamente” o que a Casa Branca pretende. Entretanto, reportagens de veículos como a CNN indicam que há discussões internas sobre cenários para o “dia seguinte” a uma eventual queda de Maduro.
O governo de Maduro argumenta que as ações dos EUA visam derrubá-lo e garantir um maior controle sobre os recursos petrolíferos da Venezuela, que é membro da OPEP e possui vastas reservas de petróleo bruto. A classificação do governo venezuelano como vinculado ao narcotráfico e as menções ao Cartel de Los Soles são vistas por Caracas como parte de uma estratégia de desestabilização política.
Quais os próximos passos nas tensões da região?
A declaração de que Trump não descarta guerra com a Venezuela intensifica o clima de incerteza, mas não implica uma decisão imediata por uma intervenção militar direta. Até o momento, a política norte-americana se concentra em sanções econômicas, ações navais, apreensões de petroleiros e pressão diplomática, embora planos de contingência militares estejam sendo discutidos em segundo plano.
Fatores como o impacto regional, a reação de aliados da Venezuela e o custo político interno para Washington são considerados na avaliação de qualquer ofensiva armada. Enquanto isso, a retórica agressiva, o envio de tropas e a falta de respostas detalhadas da Casa Branca a questionamentos da imprensa mantêm a sensação de imprevisibilidade sobre os próximos passos a serem tomados.
FAQ sobre Trump e Venezuela
Como outros países da região podem ser afetados por uma escalada entre EUA e Venezuela?
Um conflito pode impactar rotas comerciais, elevar o preço do petróleo e gerar instabilidade política e militar em países do Caribe e da América do Sul.
Existe risco de sanções ou medidas semelhantes contra aliados da Venezuela?
Sim, empresas e países que negociem petróleo ou logística com a Venezuela podem enfrentar sanções secundárias ou maior fiscalização dos EUA.
O bloqueio naval pode ser considerado ilegal pelo direito internacional?
Depende da interpretação jurídica. Sem um mandato internacional, ações em alto-mar podem ser contestadas como violação da soberania e do direito marítimo.