Superlotação no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina em Criciúma
O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, situado em Criciúma, está enfrentando um grave problema de superlotação, que levou a administração a tomar medidas drásticas, como a transferência de gestantes e puérperas para outras unidades de saúde no estado. Essa situação se agravou a partir da última sexta-feira, 9 de dezembro de 2026, e, até o momento, não há previsão para a normalização dos atendimentos.
Razões para a Transferência de Pacientes
A decisão de transferir pacientes foi motivada pela alta demanda no centro obstétrico e na maternidade, que atualmente opera com todos os seus leitos ocupados. O hospital conta com 25 leitos na maternidade, dos quais 18 são clínicos e 8 estão no centro obstétrico. Com a ocupação total, a capacidade de atendimento foi comprometida, resultando em restrições que limitam os atendimentos apenas a casos de urgência e emergência.
Atendimentos Restritos a Casos de Urgência
De acordo com as informações fornecidas pela administração do hospital, as gestantes que não se encontram em situação de urgência, assim como aquelas em trabalho de parto sem critérios emergenciais, estão sendo redirecionadas para outras instituições de saúde da rede estadual. Isso é necessário para garantir a segurança e a saúde das pacientes, evitando complicações que poderiam ocorrer devido à falta de leitos disponíveis.
Processo de Transferência e Suporte às Pacientes
Para garantir que as transferências sejam realizadas de forma segura e eficiente, a administração do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina assegura que cada paciente transferida receba orientação e suporte durante todo o processo. Isso inclui a continuidade do atendimento nas instituições de saúde parceiras, onde as gestantes e puérperas poderão ser atendidas adequadamente.
Colaboração com Órgãos Reguladores
A administração do hospital ressaltou a importância do apoio dos órgãos reguladores estaduais para otimizar a distribuição do fluxo de pacientes. Essa colaboração é fundamental para assegurar um direcionamento coordenado das gestantes e puérperas para outras unidades de saúde, minimizando os riscos associados à superlotação.
Monitoramento pela Secretaria de Estado da Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde está monitorando a situação de perto. O órgão destacou que a superlotação em hospitais é uma ocorrência que pode ser influenciada por períodos de sazonalidade e por sobrecargas pontuais, que fazem parte da rotina dos serviços de saúde. É importante ressaltar que, como o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina é um hospital de portas abertas, todos os pacientes que se dirigem à unidade recebem atendimento inicial.
Orientações para Gestantes
As gestantes são aconselhadas a procurar unidades básicas de saúde ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em casos que não sejam considerados de maior gravidade. Essa orientação é especialmente relevante, dado que o hospital é uma referência que recebe pacientes de diversas cidades da região Sul do estado, o que pode aumentar ainda mais a demanda por atendimentos.
Funcionamento da Área Pediátrica
É importante ressaltar que, apesar da superlotação nos setores obstétrico e de maternidade, a área pediátrica do hospital continua funcionando normalmente. Os atendimentos destinados a crianças não foram impactados pela situação atual, assegurando que as necessidades de saúde infantil sejam atendidas sem interrupções.
Conclusão
A superlotação no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina é uma questão preocupante que requer atenção e ação coordenada entre as instituições de saúde e os órgãos reguladores. A transferência de gestantes e puérperas para outras unidades é uma medida necessária para garantir a segurança e a qualidade do atendimento. A população deve estar ciente das alternativas disponíveis e buscar orientação em unidades de saúde mais acessíveis, contribuindo assim para a manutenção da saúde pública na região.