PF Encontra Prova de Grampos Ilegais de Moro em Autoridades

Polícia Federal Encontra Provas de Grampos Ilegais por Sérgio Moro

A Polícia Federal (PF) revelou recentemente que encontrou evidências documentais indicando que o ex-juiz Sérgio Moro teria realizado grampos ilegais em autoridades com foro privilegiado. As informações foram divulgadas pela colunista Daniela Lima, do UOL, em 17 de dezembro de 2025.

Descobertas Durante Operação na 13ª Vara Federal de Curitiba

As provas foram localizadas durante uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, a qual foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli. Durante esta operação, a PF teve acesso a um grampo de 40 minutos que envolve o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), Heinz Herwig, além de um despacho judicial que confirma a ordem de monitoramento.

Conteúdo do Documento Apreendido

No documento, datado de julho de 2025, Sérgio Moro solicita que o colaborador conhecido como Tony Garcia tente realizar novas gravações da autoridade, justificando que as gravações anteriores eram “insatisfatórias para os fins pretendidos”. Essa solicitação levanta questões sérias sobre a legalidade das ações de Moro enquanto atuava como juiz.

Relatórios de Inteligência e Escutas Ilegais

A PF também apreendeu uma série de relatórios de inteligência que incluem transcrições de escutas realizadas em desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e em políticos que possuem foro privilegiado. Essas evidências corroboram as alegações de delatores, que afirmam que Moro os utilizou para monitorar autoridades além de seu alcance legal.

Implicações das Gravações

As gravações apreendidas também envolvem desembargadores que, na época, eram membros do TRF-4, o tribunal responsável por revisar decisões da Justiça Federal no Paraná. O conteúdo dessas gravações pode ter implicações sérias em relação à ética e à legalidade das ações de Moro.

Investigação Sob Sigilo

O ministro Dias Toffoli está conduzindo uma investigação para apurar as denúncias de que delatores foram utilizados de maneira imprópria para monitorar autoridades fora do alcance legal de Sérgio Moro. O objetivo, segundo Daniela Lima, era pressionar essas autoridades posteriormente, o que levanta preocupações sobre o abuso de poder e a integridade do sistema judicial.

Reação de Sérgio Moro

Diante das acusações, Sérgio Moro negou qualquer envolvimento em práticas ilegais, afirmando que as alegações se baseiam em relatos de criminosos condenados e que são, portanto, fantasiosas. A defesa de Moro argumenta que as ações tomadas durante seu tempo como juiz estavam dentro dos limites legais e que não houve qualquer irregularidade.

Conclusão

A descoberta de provas documentais pela Polícia Federal levanta sérias questões sobre a conduta de Sérgio Moro durante sua atuação como juiz. A investigação em curso pode ter repercussões significativas para o sistema judicial brasileiro e para as práticas de monitoramento de autoridades. O desfecho desse caso será crucial para a compreensão do equilíbrio entre a lei e o uso de poder judiciário no país.