O prefeito de Teresina, Firmino Filho, assinou nesta segunda-feira (25/02) o termo de adesão ao Projeto Mulheres Resilientes = Cidades Resilientes, que tem como objetivo desenvolver ações integradas no combate à violência contra a mulher no Piauí, especialmente aquelas com faixa etária de 18 a 29 anos de idade.

Além de Teresina, aderiram ao projeto mais quatro cidades, três do Piauí e uma do Maranhão: Demerval Lobão, Nazária, José de Freitas Timon (MA). A solenidade de assinatura do termo foi realizada na Secretaria de Planejamento do Estado do Piauí, localizada na Avenida Miguel Rosa, 3190.

O Mulheres Resilientes=Cidades Resilientes faz parte de um projeto mais amplo desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD) e reúne, além dos municípios, órgãos estaduais.

“A ideia é promover o fortalecimento da condição econômica das mulheres para que possamos ter resultados positivos na garantia e na defesa dos direitos femininos, além de uma maior qualificação profissional da mulher para que ela tenha condições de inserção no mercado de trabalho”, disse Firmino Filho.

Além da questão econômica, Firmino explicou que o projeto também irá abranger os cuidados com a saúde das mulheres. “Queremos uma melhora, especialmente, na saúde da mulher. Então, não tenho dúvidas que através dessa parceria com o PNUD, o Estado e as várias prefeituras participantes ,nós vamos fazer um trabalho bastante qualificado, com bom diagnóstico, planejamento e ações concretas”, afirmou.

Macilane Gomes, secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, ressaltou a importância do envolvimento dos gestores públicos no projeto a fim de fortalecer as políticas públicas já desenvolvidas. “A assinatura do termo de adesão visa a sensibilização dos gestores para ações nas áreas de saúde e autonomia econômica para que possamos potencializar as políticas públicas já existes nos municípios, em especial, Teresina, cidade escolhida para a execução desse projeto piloto”, destacou.

A secretária também enfatizou os motivos do Piauí ser piloto do projeto na América Latina. “O Piauí foi escolhido como um projeto piloto, pois o PNUD reconheceu a ambiência política, o nível de organização e comprometimento dos atores envolvidos na nossa região para que essa política pública de enfrentamento à violência, desigualdade de gênero e de oportunidades de trabalho, de mais educação, ocupação de vozes e espaços de poder, aconteça”, finalizou Macilane.

A oficial de gênero e raça do escritório do PNUD no Brasil, Ismália Afonso, pontuou que o projeto não está pensando somente em políticas públicas das condições de trabalho e inclusão produtiva.

“Fizemos um diagnóstico e vimos alguns desafios que as mulheres enfrentam para que possam conquistar seu empoderamento econômico, autonomia e, consequentemente, sua cidadania plena. Trabalharemos em cinco áreas, que são violência de gênero, saúde integral, educação, políticas públicas de cuidado - que servem para reduzir a carga de trabalho não remunerado das mulheres -, e dotar os entes públicos de uma capacidade de olhar para as mulheres a partir de uma perspectiva de mulheres”, explicou.

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