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Audiência extrajudicial analisa problemas na UTI do Hospital Getúlio Vargas

A reunião discutiu sobre a alteração da escala dos profissionais de enfermagem, técnicos e auxiliares lotados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Getúlio Vargas.

O Ministério Público do Estado, por meio da 12ª Promotoria de Justiça, especializada na defesa da saúde pública, realizou audiência extrajudicial com a finalidade de apurar possíveis irregularidades da Direção Geral do Hospital Getúlio Vargas quando da possível alteração na escala de trabalho dos profissionais – enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem – lotados na Unidade de Terapia Intensiva do hospital.

A reunião discutiu sobre a alteração da escala dos profissionais de enfermagem, técnicos e auxiliares lotados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Getúlio Vargas. Um diálogo foi mediado pelo Promotor de Justiça Eny Marcos Pontes que afirmou ter tomado conhecimento da situação por meio do Conselho Regional de Medicina. Essa alteração também foi realizada na escala de médicos, que atualmente conta com vinte e três profissionais.

Estiveram presentes o corregedor do Conselho Regional de Medicina, Dagoberto Silveira, o diretor geral do Hospital Getúlio Vargas, Gilberto Albuquerque, o diretor jurídico, Francisco Alex e o tesoureiro Luciano Oliveira, do Sindicato de Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Piaui (SINATEPI), a presidente do Conselho Regional de Medicina, Mírian Parente, do Conselheiro Regional de Enfermagem – COREN, Daniel Carvalho além de representantes do Conselho Regional de Saúde e servidores do HGV. 

De acordo com o diretor-geral do HGV, há necessidade de dois grupos de sete médicos para fechar a escala. Ele acrescentou, ainda, um oitavo médico na escala para quando houver situações como férias ou falta de algum dos profissionais. Gilberto Albuquerque declarou a necessidade de dezesseis profissionais na escala. “Existem profissionais a mais na UTI, além do necessário e que as escalas estão organizadas de forma equivocada ocasionando a necessidade de pagamentos de plantões extras, ou seja, gastos públicos que poderiam ser evitados. Os profissionais devem ser incluídos na escala de forma isonômica de modo a proporcionar intervalo iguais entre os plantões e rodízio de todos durante os finais de semana”, afirma o diretor do Hospital. 

A servidora Paula Rodrigues, técnica de enfermagem, afirmou que foi retirada a enfermeira diarista, em detrimento da assistencialista e que na UTI não há sobra de profissionais de sua categoria. Uma das principais dificuldades apontadas por ela é o fechamento da escala. Mírian Parente, presidente do CRM ponderou, em seu momento de fala, que o perfil dos profissionais do HGV é divergente dos servidores do Hospital de Urgência de Teresina e que possuem maior tempo de serviço. 

Por fim, foi decidido que não haverá alterações nas escalas pela Direção do Hospital e que os profissionais realizarão acordos entre si na elaboração das escalas. A Promotoria de Justiça ficará encarregada de realizar nova inspeção na UTI para acompanhar a situação. Sobre a escala dos profissionais, o HGV deverá apresentar uma nova planilha de todas as categorias e fazer a reposição da enfermeira diarista da Unidade de Terapia Intensiva em um prazo de 30 dias.

 Fonte: MPPI

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