Cuidado com Terapeutas Picaretas nas Redes Sociais

Cuidado com os “terapeutas” picaretas nas redes sociais

Nos dias atuais, as redes sociais se tornaram um espaço onde a desinformação e a superficialidade podem prosperar. Entre promessas de cura rápida e jargões vazios, é essencial aprender a reconhecer os falsos terapeutas e proteger sua saúde mental. A psicologia e a psiquiatria evoluíram ao longo das décadas, saindo de interpretações livres para se consolidarem como áreas baseadas em estudos e evidências.

A ascensão dos falsos terapeutas

Com a facilidade de acesso à informação e a popularização das redes sociais, qualquer pessoa pode se autodenominar “especialista” em saúde mental. A falta de regulamentação no Brasil permite que indivíduos sem formação adequada ofereçam serviços de terapia. Esse cenário é preocupante, pois a saúde mental é um campo onde a ética e a formação técnica são fundamentais.

Os falsos terapeutas frequentemente utilizam a retórica das “terapias alternativas” e “métodos revolucionários”, prometendo transformações radicais em poucas sessões. Termos como “terapias generativas”, “coaching de vida” e “psicogenealogia” estão entre as propostas que circulam nas redes, muitas vezes sem qualquer respaldo científico. Esses profissionais podem ter milhares, até milhões, de seguidores, mas isso não garante a validade de suas práticas.

Os perigos das promessas vazias

Entre os exemplos de práticas questionáveis, encontramos hipnoterapeutas que afirmam curar condições como gastrite nervosa e “terapeutas energéticos” que prometem paz de espírito sem qualquer evidência concreta de seus métodos. Além disso, consteladores familiares, apesar de serem considerados antiéticos pelo Conselho Federal de Psicologia, continuam a atrair seguidores com promessas de resolução de problemas complexos.

Infelizmente, muitos desses profissionais utilizam narrativas de superação pessoal para vender suas abordagens, frequentemente desmerecendo a formação acadêmica e os métodos tradicionais. Enquanto psicólogos e psiquiatras passam anos em formação, os autodenominados terapeutas frequentemente se aproveitam da vulnerabilidade dos indivíduos que buscam ajuda.

Como identificar um terapeuta qualificado

Para evitar cair nas armadilhas das promessas enganosas, é crucial saber como identificar um profissional qualificado. Aqui estão algumas recomendações:

  • Verifique a formação: Priorize profissionais com formação universitária em psicologia ou psiquiatria.
  • Pesquise experiências: Confira a trajetória do terapeuta e suas especializações.
  • Envolvimento em pesquisa: Profissionais que participam de pesquisa e ensino tendem a manter-se atualizados nas melhores práticas.
  • Questione o discurso: Terapeutas sérios não prometem milagres ou curas definitivas.
  • Confiança em referências: Valorize recomendações de pessoas reais ao invés de métricas de engajamento digital.

A importância da formação acadêmica

O cenário atual destaca a importância da formação acadêmica e da ética na prática da psicologia. Psicólogos no Brasil devem completar um curso de cinco anos, realizar estágios e manter-se atualizados. Já os psiquiatras precisam de seis anos de medicina e pelo menos dois anos de residência antes de atender pacientes. Essa formação rigorosa garante que os profissionais estejam preparados para oferecer o suporte necessário, embasado em evidências e ética.

Os falsos terapeutas não apenas distorcem a verdade, mas também exploram a fragilidade emocional das pessoas. Em momentos de vulnerabilidade, é compreensível que muitos busquem soluções rápidas. No entanto, a saúde mental não deve ser tratada como um produto de consumo, onde promessas vazias prevalecem.

Reflexão final

Em um mundo repleto de informações, é vital que os indivíduos se tornem críticos e analíticos, especialmente quando se trata de sua saúde mental. A responsabilidade de buscar ajuda deve ser acompanhada da cautela em relação às fontes. A saúde mental é um ativo precioso e deve ser cuidada com a seriedade que merece.